"Se a paz não puder ser mantida com honra, deixa de ser paz." Bertrand Russell
de tanto ver prosperar a desonra;
de tanto ver crescer a injustiça;
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar-se da virtude,
a rir-se da honra
e a ter vergonha de ser honesto"
(Rui Barbosa)
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
domingo, 16 de dezembro de 2007
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Aos meus verdadeiros amigos.
DEFICIÊNCIAS -
Mario Quintana (escritor gaúcho 30/07/1906 -05/05/1994 ).
"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui..
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
"Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.
"A amizade é um amor que nunca morre. "

Tem paciência com o novo.A dificuldade inicial é necessária para que o ovo se quebre, para que dele saia a ave e esta voe para o céu, para a sua liberdade.Tem confiança para com o movimento da vida que te cerca de bênçãos.Se souberes usufruir, aprenderás que não há folha que caia de uma árvore sem a permissão do Criador.Tem humildade para com teu crescer.Não é a semente do carvalho a menor de todas as sementes?E não é desta mesma semente que nasce a grande árvore para que tu descanses em sua sombra?Tem alegria para com o que te é dado.O grande sábio é aquele que vive com o mínimo, assim fortalece o seu desapego para com as coisas que não são realmente necessárias para que sua luz brilhe e se estenda a outros que dela necessitam.Tem gratidão para com o que és.Acima de toda a separação que tu fizeste entre ti e o Criador, acima de toda dor e solidão, de toda miséria e pequenez,teu ser ilumina e é perfeito,isento de erros e culpas.Tem amor para contigo e para com os teus.Dessa forma fortaleces a ti mesmo e ensina aos teus que o único caminho para crescer aos olhos de Deus é compartilhar aquilo que, em ti, atende pelo nome de amor.
(Estação Paz)
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Life For Rent
Dido
Composição: Dido Armstrong
I haven't really ever found a place that
I call home
I never stick around quite long enough to make it
I apologize that once again
I'm not in love
But it's not as if
I mind
that your heart ain't exactly breaking
It's just a thought, only a thought
I've always thought that
I would love to live by the sea
To travel the world alone
And live my life more simply
I have no idea what's happened to that dream
Cos there's really nothing left here to stop me
It's just a thought, only a thought
While my heart is a shield
And I won't let it down
While I am so afraid to fail
So I won't even try
Well how can I say I'm alive?
But if my life is for rent
And I don't lean to buy
Well I deserve nothing more than I get
Cos nothing I have is truly mine
domingo, 2 de dezembro de 2007
DESEJO.: " A VERDADE "...( ???????)...
Deus criou a mulher e junto com ela criou a fantasia. Foi assim que uma vez a VERDADE desejou conhecer um palácio por dentro e escolheu o mais suntuoso de todos, onde vivia o grande sultão Haroun Al-Rachid. Vestiu seu corpo apenas com um véu transparente e pouco depois chegou à porta do magnifico palácio. Assim que o guarda apareceu e viu aquela bela mulher sem nenhuma roupa, ficou desconcertado e perguntou quem ela era. E a Verdade respondeu com firmeza:- Eu sou a Verdade e desejo encontrar-me com seu senhor, o sultão Haroun Al-Rachid.O guarda entrou e foi falar com o grão-vizir. Inclinando-se diante dele, disse:- Senhor, lá fora está uma mulher pedindo para falar com nosso sultão, mas ela só traz um véu completamente transparente cobrindo seu corpo. - Quem é essa mulher? - perguntou o grão-vizir com viva curiosidade.- Ela disse que se chama VERDADE, senhor - respondeu o guarda.O grão-vizir arregalou os olhos e quase gaguejou:- O quê? A VERDADE, em nosso palácio? De jeito nenhum, isso eu não posso permitir. Imagine o que ia ser de mim e de todos aqui se a Verdade aparecesse diante de nós? Estaríamos todos perdidos , sem exceção. Pode mandar essa mulher embora, imediatamente.Acontesse que...
Deus criou a mulher e junto com ela criou a teimosia. A Verdade não se deu por vencida e foi procurar roupas para vestir. - Cobriu-se dos pés à cabeça com peles grosseiras, deixando apenas o rosto de fora e foi direto, é claro, para o palácio do sultão Al-Raschid.Quando o chefe da guarda abriu a porta e encontrou aquela mulher tão horrivelmente vestida, perguntou seu nome e o que ela queria.Com voz severa ela respondeu:- Sou a Acusação e exijo uma audiência com o grande senhor desse palácio.Lá se foi o guarda falar com o grão-vizir e, ajoelhou-se diante dele, disse:- Senhor, uma estranha mulher envolvida em vestes malcheirosas deseja falar com nosso sultão.- Como é que ela se chama? - perguntou o grão -vizir.- O nome dela é Acusação, Excelência.O grão-vizir começou a tremer, morto de medo:- Nem pensar. Já imaginou o que seria de mim, de todos aqui, se a Acusação entrasse nesse palácio? Estaríamos todos perdidos, sem exceção. Mande essa mulher embora imediatamente.
Outra vez a Verdade virou as costas e se foi tristemente pelo caminho. Ainda dessa vez ela não se deu por vencida.E isso porque...Deus criou a mulher e junto com ela criou o capricho.A Verdade buscou pelo mundo as vestes mais lindas que pode encontrar: veludos e brocados, bordados com fios de todas as cores do arco-iris. Enfeitou-se com magnificos colares de pedras preciosas, anéis, brincos e pulseiras do mais fino ouro e perfumou-se com essência de rosas. Cobriu o rosto com um véu bordado de fios de seda dourado e prateados e voltou, é claro, ao palácio do sultão Haroun Al-Raschid o chefe da guarda viu aquela mulher deslumbrante como a Lua, perguntou quem ela era. E ela respondeu, com voz doce e melodiosa:- Eu sou a Fábula e gostaria muito de encontrar-me, se possível, com o sultão deste palácio.O chefe da guarda foi correndo falar com o grão-vizir, até esqueceu de ajoelhar-se diante dele e foi logo dizendo:- Senhor, está lá fora uma mulher tão linda, mas tão linda, que mais parece uma rainha. Ela deseja falar com nosso sultão.Os olhos do grão-vizir brilharam?- Como, é que ela se chama?- Se entendi bem, senhor, o nome dela é Fábula.- O que? - disse o grão-vizir, completamente encantado. - A Fábula quer entrar em nosso palácio? Mas que grande notícia! Para que ela seja recebida como merece, ordeno que cem escravas a esperem com presentes magnificos, flores perfumadas, danças e músicas festivas.As portas do grande palácio de Bagdá se abriram graciosamente, e por elas , finalmente a bela andarilha foi convidada a passar.Foi desse modo que a Verdade, vestida de Fábula, consegiu conhecer um grande palácio e encontrar-se com Haroun Al-Raschid, o mais fabuloso sultão de todos os tempos.
Para pensar......muita luz...
EXERCÍCIO - TOMADA DE DECISÃO
Um grupo de crianças brinca próximo a duas vias férreas. Uma das vias
ainda está em uso e a outra está desativada. Apenas uma criança brinca na via
desativada, enquanto que as outras, na via em operação. O trem está
vindo e você está exatamente sobre aquele aparelho que pode mudar o trem de uma
linha para outra.
Você pode fazer o trem mudar seu curso para a pista desativada e salvar
a vida da maioria das crianças. Entretanto, isto significa que a solitária
criança que brinca na via desativada será sacrificada.
Você deixaria o trem seguir seu caminho?
O que você faria?
Discuta e anote a decisão e porquê?
RESPOSTA:
A maioria das pessoas escolherão desviar o trem e sacrificar só uma criança.
Você pode ter pensado da mesma forma, eu acho.
Exatamente, salvar a vida da maioria das crianças à custa de uma só criança
é a decisão mais racional que a maioria das pessoas tomariam, moralmente e
emotivamente. Mas, você pensou que a criança que escolheu brincar na via
desativada foi a única que tomou a decisão correta de brincar num lugar
seguro?
Não obstante, ela tem que ser sacrificada por causa de seus amigos ignorantes que escolheram brincar onde estava o perigo.
Este tipo de dilema acontece ao nosso redor todos os dias. No escritório, na
comunidade, na política... E especialmente numa sociedade democrática, a minoria freqüentemente é sacrificada pelo interesse da maioria, não importa quão tola ou ignorante a maioria seja e nem a visão de futuro e o conhecimento da minoria. Além do mais, se a via tinha sido desativada, provavelmente não era segura.
Se você desviou o trem para a outra via, colocou em risco a vida de todos os passageiros. E em sua tentativa de salvar algumas crianças sacrificando apenas uma, você pode acabar sacrificando centenas de pessoas.
Se estamos com nossas vidas cheias de fortes decisões que precisam ser tomadas, nós não podemos esquecer que decisões apressadas nem sempre levam ao lugar certo. Lembre-se de que o que é correto nem sempre é popular... e o que é popular nem sempre é correto. E que todo o mundo comete erros; foi por isso que inventaram a borracha e o apagador.
"
De tanto ver as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra; de tanto ver
crescer a injustiça; de tanto ver agigantarem-se os poderes na mãos dos
maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter a
vergonha de ser honesto"
(Rui Barbosa)
cora coralina

domingo, 11 de novembro de 2007
Iris
And I'd give up forever to touch you
'Cause I know that you feel me somehow
You're the closest to heaven that I'll ever be
And I don't want to go home right now
And all I can taste is this moment
And all I can breathe is your life
And sooner or later it's over
I just don't want to miss you tonight
And I don't want the world to see me
'Cause I don't think they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am
And you can't fight the tears that ain't coming
Or the moment of truth in your lies
When everything feels like the movies
Yeah you bleed just to know you're alive
And I don't want the world to see me
'Cause I don't think they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am
And I don't want the world to see me
'Cause I don't think they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am
And I don't want the world to see me
'Cause I don't think they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
AS TRÊS PENEIRAS DE SÓCRATES
_Quero contar-te uma coisa a respeito de um amigo teu!
_Espera-disse o sábio. Antes de contar-me, quero saber se fizeste passar essa informação pelas três peneiras.
_Três peneiras? Que queres dizer?
_Devemos sempre usar as três peneiras. Se não as conheces, presta bem atenção. A primeira é a peneira da VERDADE. Tens certeza de que isso que queres dizer-me é verdade?
_Bem, foi o que ouvi outros contarem. Não sei exatamente se é verdade.
_A segunda peneira é a da BONDADE. Com certeza, deve ter passado a informação pela peneira da bondade. Ou não?
Envergonhado, o homem respondeu:
_Devo confessar que não.
_A terceira peneira é a da UTILIDADE. Pensaste bem se é útil o que vieste falar a respeito do meu amigo?
_Útil? Na verdade, não.
_Então, disse-lhe o sábio, se o que queres contar-me não é verdadeiro, nem bom, nem útil, é melhor que o guardes apenas para ti.
Moral da história
Parece que algo pulsa dentro da gente quando uma notícia ruim sobre alguém ou algum fato nos é contado, como se ficássemos satisfeitos por não sermos os únicos a termos defeitos ou problemas, ou sofrimentos. Eu sei, é difícil admitirmos que conseguimos ser tão egoístas e mesquinhos, mas faz parte da natureza humana o desejo de não se sentir só diante das dificuldades... O problema não está no fato de sermos assim, mas na forma como reagimos diante desse sentimento.
Dica
Mantenha-se consciente!
Podemos aprender a nos manter conscientes diante do desejo de espalhar o erro alheio. A sabedoria diz que o Bem e o Mal são idênticos em sua natureza. O que os diferencia é a Consciência. Uma vez atentos a nós mesmos, podemos transmutar nossas limitações e nos engrandecer de conhecimento e compaixão.

Havia um professor de química em um grande colégio com alunos de intercâmbio em sua turma. Um dia, enquanto a turma estava no laboratório, o professor notou um jovem do intercâmbio que continuamente coçava as costas e se esticava como se elas doessem.
O professor perguntou ao jovem qual era o problema. O aluno respondeu que tinha uma bala alojada nas costas pois tinha sido alvejado enquanto lutava contra os comunistas de seu país nativo que estavam tentando derrubar seu governo e instalar um novo regime, um "outro mundo possível".
No meio da sua história ele olhou para o professor e fez uma estranha pergunta: "O senhor sabe como se capturam porcos selvagens?"
O professor achou que se tratava de uma piada e esperava uma resposta engraçada. O jovem disse que não era piada.
"Você captura porcos selvagens encontrando um lugar adequado na floresta e colocando algum milho no chão. Os porcos vêm todos os dias comer o milho de gratuito. Quando eles se acostumam a vir todos os dias, você coloca uma cerca mas só em um lado do lugar em que eles se acostumaram a vir. Quando eles se acostumam com a cerca, ele voltam a comer o milho e você coloca um outro lado da cerca. Mais uma vez eles se acostumam e voltam a comer. Você continua desse jeito até colocar os quatro lados da cerca em volta deles com uma porta no último lado. Os porcos que já se acostumaram ao milho fácil e às cercas, começam a vir sozinhos pela entrada. Você então fecha a porteira e captura o grupo todo."
"Assim, em um segundo, os porcos perdem sua liberdade. Eles ficam correndo e dando voltas dentro da cerca, mas já foram pegos. Logo, voltam a comer o milho fácil e gratuito. Eles ficaram tão acostumados a ele que esqueceram como caçar na floresta por si próprios, e por isso aceitam a servidão."
O jovem então disse ao professor que era exatamente isso que ele via acontecer neste país. O governo ficava empurrando-os para o comunismo e o socialismo e espalhando o milho gratuito na forma de programas de auxílio de renda, bolsas isso e aquilo, impostos variados, estatutos de "proteção", cotas para estes e aqueles, subsídio para todo tipo de coisa, pagamentos para não plantar, programas de "bem-estar social", medicina e medicamentos "gratuitos", sempre e sempre novas leis, etc, tudo ao custo da perda contínua das liberdades, migalha a migalha.
Devemos sempre lembrar que "Não existe esse negócio de almoço grátis" e também que "não é possível alguém prestar um serviço mais barato do que seria se você mesmo o fizesse".
Cuidado para não trancarem a porteira conosco lá dentro!
ORAÇÃO

"Senhor, deste-nos a verdade, criamos a mentira.
Acendeste a luz; disseminamos a treva.
Concedeste-nos o dom da vida; semeamos o vírus da morte.
Proclamaste a liberdade pela obediência aos eternos desígnios; instituímos o cativeiro das paixões inferiores.
Aconselhaste a que nos amemos fielmente uns aos outros; fizemos a separação e o sectarismo.
Cultivaste flores de amor; alimentamos espinhos de ódio.
Exaltaste a fraternidade; intensificamos a sombra homicida.
Enviaste-nos enxadas e charruas; convertemo-las em projéteis, em baionetas.
Mandaste-nos enxofre que cura, o salitre que aduba e o carvão que aquece; transformamo-los na pólvora que mata.
Afirmaste que teus discípulos chegariam de todas as partes do Planeta; amaldiçoamos aqueles que não comungam conosco.
Criaste a chuva benéfica; realizamos bombardeios.
Exemplificaste o sacrifícios supremo; disputamos o campeonato do egoísmo.
Escalaste o monte da humildade; descemos ao abismo do orgulho.
Deste-nos todo o bem, renunciando; menosprezamos tua bênção e tuas dádivas,
exigindo sempre.
Por isso mesmo, Senhor, porque envenenamos as fontes de tua misericórdia, vemos a civilização amargurando angustiosa agonia.
Ó estrela gloriosa da vida eterna, mostra-te no alto da montanha, clareando o caminho dos que vagueiam, sem rumo, nos extensos vales da morte!"
(Chico Xavier)
sábado, 20 de outubro de 2007
domingo, 7 de outubro de 2007
Dr. Dráuzio Varella
Se não quiser adoecer - "Fale de seus sentimentos"
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças
como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a
repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar,
confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O
diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.
Se não quiser adoecer - "Tome decisão"
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A
indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é
feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder
vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de
doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.
Se não quiser adoecer - "Busque soluções"
Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a
lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que
lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce
existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa
que se transforma em doença.
Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências"
Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que
está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas
de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a
saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e
pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.
Se não quiser adoecer - "Aceite-se"
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos
algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que
não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos,
destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é
sabedoria, bom senso e terapia.
Se não quiser adoecer - "Confie"
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria
liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há
relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.
Se não quiser adoecer - "Não viva sempre triste"
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida
longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. "O bom
humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia.
Mundo Virtual

Entrei apressado e com muita fome no restaurante. Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, pois queria aproveitar os poucos minutos de que dispunha naquele dia atribulado para comer e consertar alguns bugs de programação de um sistema que estava desenvolvendo além de planejar minha viagem de férias, que há tempos não sei o que são.
Pedi um filé de salmão com alcaparras na manteiga,uma salada e um suco de laranja, pois afinal de contas fome é fome, mas regime é regime, né? Abri meu notebook e levei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim:
-Tio, dá um trocado?
- Não tenho, menino.
- Só uma moedinha para comprar um pão.
- Está bem, compro um para você.
Para variar, minha caixa de entrada estava lotada de e-mails.
Fico distraído vendo poesias, as formatações lindas, dando risadas com as piadas malucas. Ah!
Essa música me leva a Londres e a boas lembranças de tempos idos.
- Tio, pede para colocar margarina e queijo também?
Percebo que o menino tinha ficado ali.
- OK, mas depois me deixe trabalhar, pois estou muito ocupado,
tá?
Chega a minha refeição e junto com ela o meu constrangimento.
Faço o pedido do menino, e o garçom me pergunta se quero que mande o garoto ir.
Meus resquícios de consciência me impedem de dizer. Digo que está tudo bem.
- Deixe-o ficar. Traga o pão e mais uma refeição decente para ele.
Então o menino se sentou à minha frente e perguntou:
- Tio, o que está fazendo?
- Estou lendo uns e-mails.
- O que são e-mails?
- São mensagens eletrônicas mandadas por pessoas via Internet.
Sabia que ele não iria entender nada, mas a título de livrar-me de maiores questionários disse:
- É como se fosse uma carta, só que via Internet.
- Tio, você tem Internet?
- Tenho sim, é essencial no mundo de hoje.
- O que é Internet, tio?
- É um local no computador onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar, aprender. Tem tudo no mundo virtual.
- E o que é virtual, tio?
Resolvo dar uma explicação simplificada, novamente na certeza que ele pouco vai entender e vai me liberar para comer minha refeição, sem culpas.
- Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos pegar, tocar. É lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer.
Criamos nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que fosse.
- Legal isso. Gostei!
- Mocinho, você entendeu o que é virtual?
- Sim, tio, eu também vivo neste mundo virtual.
- Você tem computador?
- Não, mas meu mundo também é desse jeito... Virtual. Minha mãe fica todo dia fora, só chega muito tarde, quase não a vejo. Eu fico cuidando do meu irmão pequeno que vive chorando de fome, e eu dou água para ele pensar que é sopa. Minha irmã mais velha sai todo dia, diz que vai vender o corpo, mas eu não entendo, pois ela sempre volta com o corpo. Meu pai está na cadeia há muito tempo. Mas sempre imagino nossa família toda junta em casa, muita comida muitos brinquedos de Natal, e eu indo ao colégio para virar médico um dia. Isto não é virtual, tio?
Fechei meu notebook, não antes que as lágrimas caíssem sobre o teclado.
Esperei que o menino terminasse de literalmente 'devorar' o prato dele, paguei a conta e dei o troco para o garoto, que me retribuiu com um dos mais belos e sinceros sorrisos que eu já recebi na vida, e com um Brigado tio, você é legal!'. Ali, naquele instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel rodeia de verdade, e fazemos de conta que não percebemos!
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Andrea Doria
Às vezes parecia
Que de tanto acreditar
Em tudo que achávamos
Tão certo...
Teríamos o mundo inteiro
E até um pouco mais
Faríamos floresta do deserto
E diamantes de pedaços
De vidro...
Mas percebo agora
Que o teu sorriso
Vem diferente
Quase parecendo te ferir...
Não queria te ver assim
Quero a tua força
Como era antes
O que tens é só teu
E de nada vale fugir
E não sentir mais nada...
Às vezes parecia
Que era só improvisar
E o mundo então seria
Um livro aberto...
Até chegar o dia
Em que tentamos ter demais
Vendendo fácil
O que não tinha preço...
Eu sei é tudo sem sentido
Quero ter alguém
Com quem conversar
Alguém que depois
Não use o que eu disse
Contra mim...
Nada mais vai me ferir
É que eu já me acostume
iCom a estrada errada
Que eu segui
E com a minha própria lei...
Tenho o que ficou
E tenho sorte até demais
Como sei que tens também...
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Faça Diferença
Para nós, fazer diferença é olhar para o próximo e amá-lo como a nós mesmos.
O amor a Deus e aos nossos semelhantes nos torna pessoas diferentes.
O Projeto Faça Diferença tem como objetivo fundamental apoiar programas de inclusão social.
Nossa primeira meta é o Núcleo de Crianças Carentes "Vinde a Mim".
O Núcleo "Vinde a Mim" atende 120 crianças carentes do Jardim Boa Esperança em Hortolândia, no estado de São Paulo, um dos bairros mais pobres da América Latina. O núcleo serve duas refeições diárias, além da alimentação, as crianças aprendem música, artesanato, desenho e ainda reforço escolar.
O objetivo do núcleo é tirar as crianças da rua no período em que elas não estão na escola.
Com o seu apoio daremos um sorriso feliz para quem mais gosta de sorrir!
Equipe Faça Diferença
Crianças moradoras de rua
"Essas crianças estão nas ruas porque, no Brasil, ser pobre é estar condenado à marginalidade. Estão nas ruas porque suas famílias foram destruídas. Estão nas ruas porque nos omitimos. Estão nas ruas e estão sendo assassinadas."
Betinho
domingo, 9 de setembro de 2007
O show tem fim!
Cansamos de ouvir, desde que nascemos, que a única coisa certa nesta vida é a morte. Do mesmo modo, cansamos de ouvir a reação das pessoas, e até a nossa, diante da morte do outro amado: “não acredito! Isso não pode ter acontecido!”.
É o conflito existencial indissolúvel gritando de alma em alma... É a charada tragicômica da condição humana; a revelação escancarada de nossa mais absoluta limitação. E ainda assim, insistimos em negar o inegável!
Quando comecei a refletir sobre essa finitude, achando interessante o tom poético que acompanha o final do show de cada um, cheguei a pensar que bastaria encararmos a última cena do espetáculo como o grande ato e tudo pareceria perfeitamente compreensível e facilmente assimilável.
Entretanto, esse pensamento logo se mostrou ineficaz quando entendi que a dor é por causa do fim do outro e não do nosso. Ou não? Não! Claro que não! Afinal, cada vez que a cortina de alguém se fecha, as bandas da nossa se aproximam um tantinho mais, sem que eu ou você percebamos que a morte pode ter sido dele, mas a despedida é pessoal. Eu de mim; você de você.
Depois, pareceu-me também que aceitar o fim assim, como se nele houvesse apenas beleza, mistério e poesia, seria ignorar a sádica presença da morte durante todos os dias de nossa vida: morremos aos poucos, e não há como evitar!
Melhor então aceitar não o fato de que o show acaba, mas o conflito que pulsa nele. E a partir daí, ciente de que viver nunca é um ensaio e que, portanto, contém em si estréia e encerramento, possamos experimentar, enfim, a essência. Este é o único motivo para que termine; caso contrário, tudo não terá passado de um estúpido desperdício.
Fica-me a impressão de que só desperdiçamos quando não aceitamos o conflito. A morte (assim como a vida) é trágica e linda. É fim e luz. É saudade e esperança. É a prova cruel e mágica de que somos finitos e isso muda tudo. Embute no agora uma urgência que nos salva.
Mas não porque devêssemos viver como se não houvesse amanhã. Seria vazio demais viver sem esta chance. Pode ser mesmo que não haja amanhã e isso precisa estar previsto especialmente por causa dos que amamos; mas pode ser que haja... e, assim, talvez seja melhor acreditar que o hoje é urgente tanto quanto será o amanhã, se houver. O segredo é um dia de cada vez, para que seja sempre hoje, sempre presente, tão idílico quanto o fim.
E para que a esperança no amanhã seja efetiva, ainda que ele não chegue para mim ou para você, é preciso que nos permitamos: o conflito precisa pulsar, o espetáculo precisa acontecer e a essência haverá de ficar, de algum jeito lindo, numa entrelinha do show de nossos amados...
Porque é por causa desta possibilidade, sobretudo, que o fim é indispensável... e que sem ele perderíamos o desejo genuíno de encontrar algum sentido maior à arte de existir, ainda que seja depois do espetáculo terminar...
Inspirado no “fim” de Luciano Pavarotti – 06/09/07.

Ultimamente, tenho pensado muito sobre a beleza de um encontro verdadeiro de almas e em como ele faz falta, quando não acontece. A gente faz reflexões, procura se preencher o mais profundamente possível, pratica meditação, tenta se educar para não se sentir lesada pelo Universo, mas, sendo verdadeira - como faz falta um bom companheiro! Como é difícil se viver só, neste planeta em que estamos, lindo, generoso, mas passando por momentos de crise seríssimos, que afetam a todos nós.
Resolvi encarar esta falta com realismo, sem continuar me iludindo com o que quer que seja. Ouvindo a minha verdade, o que diz o meu coração. E ele sente saudades de alguém que não conheço, sente falta de um momento verdadeiro de amor, de palavras de carinho. É isso mesmo e talvez assumindo-o, possa me sentir mais eu, mais ligada à minha própria Alma.
Uma saudade de um rosto que não conheço, que não me lembro como é... uma falta e-nor-me de um toque que não sei precisar como seria, mas que já conheci um dia, uma necessidade de me sentir compartilhando a vida, com suas vitórias e dificuldades, com alguém muito próximo de minha alma, que não sei onde está neste momento, mas que tenho a certeza que existe...
Por muito tempo, achei que isso era uma neurose, uma doença, mas – por ser um sentir duradouro, que persiste – cheguei à conclusão que é verdadeiro, sim! Não é uma necessidade de ligação com o meu Self, pois tenho conseguido isso mais e mais... e a saudade continua a existir. Estudo e me trabalho, já percebo muito amor em tudo e sinto a beleza da vida, mas a saudade está sempre presente. E assim, resolvi encará-la como minha e recebê-la com carinho, como parte de minha vida, como verdade inquestionável.
Sei que um dia, em algum lugar, você que eu espero há tanto tempo, vai me encontrar. Será uma explosão de energias amorosas e o Tempo vai parar para nós, mas não sei quando... Pensar nisso me enche de energia e me dá forças para esperar. Acredito que você existe e isso é mais forte do que qualquer voz da razão, pois vem do centro do meu coração.
Encontrei alguns casais, muito poucos, nesta minha encarnação, que já tiveram um encontro como esse. Um deles, muito próximo a mim. Quando eu os encontrava, era uma festa para minha alma, pois emanavam amor e compreensão. Ia, sempre que podia, à casa deles, para compartilhar daquela doce energia. O marido já desencarnou e a tristeza da companheira que ficou dura até hoje, após mais de quinze anos... Um dia ela me confidenciou que para ela o mundo tinha perdido as cores... tudo estava cinzento, pois ele partira.
Enfim, um amor tão profundo e tão completo é o que eu sinceramente desejo pra mim e para todos. Sei que um dia, cada um a seu tempo, iremos nos reencontrando... aqui ou lá? Não sei... em algum lugar... mas o que eu sinto, com todas as minha forças, é que vale a pena confiar e esperar!
Seja zen, mas seja pragmático
Conheci há muitos anos um ex-executivo que largou tudo para se tornar marceneiro. Ele teve despertado em si uma forte espiritualidade, que o conduzia por novos caminhos como, por exemplo, a renúncia à competitividade estéril do "mercado". Passou a se vestir só de branco e se mudou de São Paulo para a sua casa numa cidadezinha aprazível.Sua mulher o acompanhou, pois além de amá-lo muito, também sentiu o apelode valores mais espirituais. Seus filhos pré-adolescentes porém não assimilarambem a mudança. Em pouco tempo o "Júnior" começou a dar sinais de rebeldia.
O pai estoicamente agüentou a destruição de dois carros em "rachas" irados,
a primeira bagana de maconha, mas não resistiu quando o Junior resolveu pintar
seu quarto de preto com caveiras brancas. O meu amigo surtou, saiu da atitude zen, para um comportamento esperado de um troglodita devastador.
Mais tarde caiu numa prostração tipo poço sem fundo.Nas nossas conversas tentei mostrar a ele que aquilo não era uma provação,nem um teste de sua convicção espiritual, afinal quem seria o articulador do teste? E se houvesse alguém (tipo Deus, Anjos, etc) porque ele era o escolhido? Será que a sua vida tinha toda essa importância? Tentei mostrar a ele que o mundo era feito dessa diversidade mesmo, e que o inferno era uma concepção individual: cada um cria o seu ou permanece no seu, mas sempre há uma escolha envolvida, ou QUASE SEMPRE.
Essa introdução toda é para falar dos seres mais sensíveis, mais para lá no universo espiritual que para cá do mundo material denso. Sei que entre os meus leitores, se é que existe essa categoria, há muitas pessoas que vislumbraram a dimensão espiritual e seus valores. Sei também o quanto é penoso para essas pessoas conviverem com a crueza, o tolo imediatismo e sensorialismo do nosso mundinho carcará sanguinolento. Convivi na minha juventude com um amigo que de repente se descobriu um ser iluminado. Parou de comer carne, virou iogue, falava sempre mansamente, aboliu os palavrões e ficou com aquele olhar beatífico dos seres que "sabem a verdade suprema" e que nela habitam, pelo menos parcialmente. Ele me relatou um dia que ao andar pela rua, tinha sempre de atravessar cada vez que tinha de passar em frente a um boteco ou a um açougue. Senão ficaria mal. Fiquei muito impressionado com aquilo e me senti um tosco, pois apesar de me achar espiritualizado também passava em frente aos açougues e aos botequins de pinguços e não sentia nem cócegas. Mas como a maioria dos seres que se elevou sem ser de elevador, tudo é muito mais um desejo de ser do que um ser propriamente dito. Um dia estava num> ônibus e o vi passeando com uma moça e conversando animadamente em frente a um botequim de cachaceiros! Não quero dizer que não sofram com a estupidificação das gentes. Sofrem porque não conseguem conviver com as diferenças de modo sereno. Entendo que para seus valores mais depurados o varejo não espiritual das massas parece pobre, vil e uma perda de tempo precioso. Até concordo. Entendo que por terem superado certas premências do corpo de desejos (fumar, beber, drogar-se, comer carne, ganância, agressividade, compulsão sexual, etc) lamentem não poder cooptar o resto da humanidade para esse estado de maior equilíbrio e paz interior. Mas essa sensibilidade pode ser uma deficiência se não vier acompanhada de um senso de realidade e de capacidade de agir prontamente um mundo nada zen. Conheci pessoas ótimas, sensíveis, dedicadas à elevação da humanidade a patamares mais elevados, mas absolutamente incapazes de trocar o óleo do carro. Com o motor fundido, se perguntavam se aquilo não seria alguma maracutaia do "maligno" para afastá-las dos caminhos para a divindade. De outra vez estávamos no meio de uma conversa animada quando a luz se apagou. Até que foi legal continuar à luz de velas. Mas perdeu a graça quando eu soube que a minha anfitriã havia squecido de pagar as contas de luz! Para os mais jovens digo e repito de forma obsessiva: Pés no chão! Foco! Estejam ligados! A vida é aqui e agora! Antes de viajar (no sentido literal mesmo) verifiquem o tanque de combustível. Por mais que desejem o carro não será movido a energia mental, e se ficar sem combustível não esperem que os mestres ascencionados venham a empurrar o "poisé"! Comprometer-se com um programa de desenvolvimento espiritual, rejeitar certos hábitos "decadentes", adotar uma postura mental mais despojada de mesquinharias materialistas, não é incompatível com o estar no mundo. Refinar seus gostos tanto musicais quanto os alimentares, não precisa ser uma renúncia ao uso lúcido das ferramentas sociais a nossa disposição. Ser espiritualizado não é uma autorização divina para não pagar os impostos, ou para não tomar banho. Quando esses não integrados demonstram essa incapacidade de lidar com o bê-a-bá das regras do jogo, estão adotando uma atitude masoquista. O rebote sempre vem e vem machucando. O pior é que quase sempre machuca mais aqueles que estão a volta do zen (noção), pois eles acabam assimilando os reveses como provas dos sacrifícios naturais da sua opção. Já ouvi muitas vezes a frase: "se Jesus que era Jesus acabou na cruz, não podemos esperar coisa muito
melhor." Ou seja, eles e elas vêm os sofrimentos causados por sua própria imperícia como provações do plano espiritual para testar a sua opção de vida. A busca da elevação espiritual não se faz dando-se as costas a realidade seja ela o quê for. A espiritualidade não pode ser desculpa para a nossa incompetência em lidar com o mundo a nossa volta. Ser zen não deve ser um pretexto para a preguiça, a covardia, ou a tibieza mental. Parafraseando a minha avó: o verdadeiro espiritualista mantem um olho no peixe e outro no gato.
todas as noites são de sonhos.
Mas há também quem diga nem todas,
só as de verão.
Mas no fundo isso não
tem muita importância.
O que interessa mesmo não são as noites em si,
são os sonhos.
Sonhos que o homem sonha sempre.
Em todos os lugares, em todas as épocas do ano,
dormindo ou acordado.
(Shakespeare)
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Reflexões
-- Madre Tereza de Calcutá
O dia mais belo? Hoje
A coisa mais fácil? Errar O maior obstáculo? O medo
O maior erro? Abandono
A raiz de todos os males? O egoísmo
A distração mais bela? O trabalho
A pior derrota? O desânimo
Os melhores professores? As crianças
A primeira necessidade? Comunicar-se
O que mais lhe faz feliz? Ser útil aos demais
O maior mistério? A morte
O pior defeito? O mau humor
A pessoa mais perigosa? A mentirosa
O sentimento mais ruim? O rancor
O presente mais belo? O perdão
O mais imprescindível? O lar
A rota mais rápida? O caminho certo
A sensação mais agradável? A paz interior
A proteção efetiva? O sorriso
O melhor remédio? O Otimismo
A maior satisfação? O dever cumprido
A força mais potente do mundo? A fé
As pessoas mais necessárias? Os pais
A mais bela de todas as coisas? O amor
EM FAVOR DE VOCÊ MESMO
Ajude sem exigência para que outros o auxiliem, sem reclamações.
Não encare o vizinho no seu modo de pensar; dê ao companheiro oportunidade de conceber a vida tão livremente quanto você.
Guarde cuidado no modo de exprimir-se; em várias ocasiões,as maneiras dizem mais que as palavras
Refira-se a você o menos possível; colabore fraternalmente
nas alegrias do próximo. Evite a verbosidade avassalante; quem conversa sem intermitências, cansa ao que ouve.
Deixe ao irmão a autoria das boas idéias e não se preocupe
se for esquecido, convicto de que as iniciativas elevadas não pertencem efetivamente a você, de vez que todo bem procede originariamente de Deus. Interprete o adversário como portador de equilíbrio; se precisamos de amigos que nos estimulem, necessitamos igualmente de alguém que indique os nossos erros.
Discuta com serenidade; o opositor tem direitos iguais aos seus.
Se você considerar excessivamente as críticas do inferior,suporte sem mágoa as injunções do plano a que se precipitou.
Seja útil em qualquer lugar, mas não guarde a pretensão deagradar a todos; não intente o que o próprio Cristo ainda não conseguiu. Defrontado pelo erro, corrija-o primeiramente em você, e,em seguida, nos outros, sem violência e sem odio.
Se a perfídia cruzar seu caminho, recuse-lhe a honra da indignação; examine-a, com um sorriso silencioso, estude-lhe o processo calmamente e, logo após, transforme-a em material digno da vida. Ampare fraternalmente o invejoso; o despeito é indisfarçável homenagem ao mérito e, pagando semelhante tributo, o homem comum atormenta-se e sofre.
Habitue-se à serenidade e à fortaleza, nos círculos da luta humana.
SANTA ÁGUA
Água da chuva que fertiliza o solo,
Água do mar que gera a vida,
Água do rio que sustenta a cidade,
Água da fonte que mitiga a sede,
Água do orvalho que consola a secura,
Água da cachoeira que move a turbina,
Água do poço que alivia o deserto,
Água do banho que garante o equilíbrio,
Água do esgoto que assegura a higiene,
Água do lago que retrata as constelações,
Água que veicula o medicamento,
Água que é carícia, leite, seiva e pão,
nutrindo o homem e a natureza,
Água do suor que alimenta o trabalho,
Água das lágrimas que é purificação e glória do espírito...
Santa Água é a filha mais dócil da matéria tangível,
Alongando os braços líquidos para afagar o mundo...
Água que lava,
Água que fecunda,
Água que estende o progresso,
Água que corre,
simples,
como sangue do Globo!...
Água que recolhe os eflúvios dos anjos
Em benefício das criaturas...
Se a dor vos bate à porta,
Se a aflição vos domina,
Trazei Santa
Água ao vaso claro e limpo,
Orando junto dela...
E o rocio do Alto,
Em grânulos sutis,
Descerá das estrelas
A exaltar-lhe, sublime,
A beleza e a humildade...
E, sorvida por nós,Santa
Água conoscoSerá saúde e paz,
Alegria e conforto,
Bálsamo milagroso
De bondade e esperança,
A impelir-nos à frente,
Na viagem divina
Da Terra para o Céu...
O PAI NUNCA DESISTE
Havia um homem muito rico, possuía muitos bens,uma grande fazenda, muito gado e vários empregados.Tinha ele um único filho, que, ao contrário do pai,não gostava de trabalho nem de compromissos.O que ele mais gostava era de festas,estar com seus amigos e de ser bajulado por eles.Seu pai sempre o advertia que seus amigos só estavam ao seu lado enquanto ele tivesse o que lhes oferecer,depois o abandonariam. Os insistentes conselhos do pai lhe retiniam os ouvidos e logo se ausentava sem dar o mínimo de atenção.Um dia o velho pai,já avançado na idade,disse aos seus empregados para construírem um pequeno celeiro e dentro do celeiro ele mesmo fez uma forca, e junto a ela,uma placa com os dizeres:
" Para você nunca mais desprezar as palavras de seu pai ".
Mais tarde chamou o filho,o levou até o celeiro e disse:
- Meu filho,eu já estou velho e quando eu partir,você tomará conta de tudo o que é meu,e sei qual será o seu futuro.Você vai deixar a fazenda nas mãos dos empregados e irá gastar todo dinheiro com seus amigos,irá vender os animais e os bens para se sustentar,e quando não tiver mais dinheiro,seus amigos vão se afastar.E quando você não tiver mais nada,vai se arrepender amargamente de não ter me dado ouvidos.
É por isso que eu construí esta forca;
sim, ela é para você,e quero que me prometa que se acontecer o que eu disse,você se enforcará nela.O jovem riu, achou absurdo,mas, para não contrariar o pai,prometeu e pensou que jamais isso pudesse ocorrer.
O tempo passou,o pai morreu e seu filho tomou conta de tudo,mas assim como se havia previsto,o jovem gastou tudo, vendeu os bens,perdeu os amigos e a própria dignidade.
Desesperado e aflito,começou a refletir sobre a sua vida e viu que havia sido um tolo,lembrou-se do pai e começou a chorar e dizer:
- Ah, meu pai,se eu tivesse ouvido os teus conselhos,mas agora é tarde,é tarde demais. Pesaroso,o jovem levantou os olhos e longe avistou o pequeno celeiro,era a única coisa que lhe restava.
A passos lentos se dirigiu ate lá e,entrando,viu a forca e a placa empoeirada e disse:
- Eu nunca segui as palavras do meu pai,não pude alegrá-lo quando estava vivo,mas pelo menos esta vez vou fazer a vontade dele,vou cumprir minha promessa,não me resta mais nada.Então subiu nos degraus e colocou a cordano pescoço e disse:
- Ah! se eu tivesse uma nova chance ...E pulou,sentiu por um instante a corda apertar sua garganta,mas o braço da forca era oco e quebrou-se facilmente,o rapaz caiu no chão,e sobre ele caíram jóias,esmeraldas, pérolas, diamantes;
A forca estava cheia de pedras preciosas,e um bilhete que dizia:
- Essa é a sua nova chance.
Eu te Amo muito,
Seu Pai.













