
"Se a paz não puder ser mantida com honra, deixa de ser paz." Bertrand Russell
de tanto ver prosperar a desonra;
de tanto ver crescer a injustiça;
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar-se da virtude,
a rir-se da honra
e a ter vergonha de ser honesto"
(Rui Barbosa)
quarta-feira, 25 de julho de 2007
Assim eu vejo a vida
A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.
domingo, 22 de julho de 2007
Victor Hugo
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga `Isso é meu`,
Só para que fique bem claro quem é o dono dequem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
Eque se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar
Segue abaixo um texto que foi anexado no mural de comunicação interna da TAM, um dia após a queda do Boeing, pelo marido de uma das aeromoças mortas.

Luto pelos passageiros da Tam, sua tripulação e seus funcionarios e tambem pela irresponsabilidade de toda uma classe politica
FRANCISCO DAUDT
COLUNISTA DA REVISTA DA FOLHA
Gostaria imensamente de ter minha dor amenizada por uma manchete que
estampasse, em letras garrafais,
"GOVERNO ASSASSINA MAIS DE 200PESSOAS".
O assassino não é só aquele que enfia a faca, mas o que,sabendo que o crime vai ocorrer, nada faz para impedi-lo. O que ocorreu não pode ser chamado de acidente, vamos dar o nome certo:crime.
Remeto-me ao livro de García Marquez,
"Crônica de uma morte anunciada".
Todos sabiam e ninguém fez nada. E não me refiro a você,leitor, que se consome em sua impotência diante deste e de tantos descalabros que vimos assistindo semanalmente.
Ao ponto de a ministra se permitir ao deboche extremo do "relaxa e goza'? esta sua recomendação aos parentes das novas vítimas? Refiro-me às autoridades(in)competentes, inapetentes de trabalho gestor. Refiro-me ao presidente Lula, que, há quantos meses, ó Senhor, disse em uma de suas bazófias inconseqüentes que queria "data e hora para o apagão aéreo acabar", como se não dispusesse da devida autoridade para tal. Sinto pena de não ter estado na abertura do Pan, de não ter engrossado aquelas bem merecidas vaias. Talvez o presidente não se importe tanto,afinal, quem viaja de avião não é beneficiário de sua bolsa-esmola,não faz parte do seu particular curral eleitoral cevado com o dinheiro que ele arranca de nós. Devem fazer parte das tais "elites", que é como ele escarnece da classe média que faz (apesar do governo) o país crescer.Qual de nós escapou do medo de voar desde o desastre da Gol
HÁ NOVE MESES?
Qual de nós assistiu confortável o jogo de empurra, "a culpa é dos controladores'; "não, é do ministério da defesa'; "a mídia também exagera tudo';
"é do lobby das empreiteiras que só querem fazer obras inúteis e superfaturadas nos aeroportos". Qual de nós deixou de ficar perplexo com a falta de ação efetiva para que o problema se resolvesse?Perdão, acho que a tal falta de ação geral de governo é de tamanho tão extenso e dura tanto tempo que muitos de nós a ela nos acostumamos.Sou psicanalista, e, por dever de ofício, devo escutar o que meus clientes queiram dizer. Pois nunca pensei que fosse pronunciar no consultório uma frase que venho repetindo há algum tempo, depois de que mensalões, valeriodutos,Land-Rovers, dólares na cueca, dossiês fajutos, renans calheiros,criminalidade, insegurança pública, impunidade, pizzas e tudo isso queo leitor já sabe se despejam fétida, diária e gosmentamente sobrenossas cabeças.
A tal frase: "Não quero falar desse assunto".
Os pacientes me respondem com alívio,
"Ufa, eu também não!'
É o desabafoda impotência partilhada. "Welcome to Congo'?
Talvez seja um insulto ao Congo. Pois agora quero falar deste assunto. Deram-me a oportunidade de ser menos impotente. Sei que falo por uma enorme quantidade de brasileiros trabalhadores que sustentam essa máquina de (des)governo, muitos mais que os 90 mil do Maracanã, para expressar o nojo e a raiva que esse acúmulo de barbaridades nos provoca. O governo sairá da inação, da omissão criminosa? Alguém será preso, punido por todas essas coisas?Infelizmente, duvido. Talvez condenem a mim, por ter deixado o coração explodir. Pagarei o preço alegremente, lembrando Graciliano Ramos,que, visitado no cárcere, travou com o amigo o seguinte diálogo:
- Puxa, Graça, você, aí dentro, de novo?
- E você, o que faz aí fora?
Nestes tempos, lugar de homem honesto é na cadeia.
A prisão de cada um...
O valor e o dinheiro
Depois de encher suas muitas casas de roupas, móveis, automóveis e jóias, o homem resolveu comprar ainda outras coisas mais.
Comprou a ética e a moral, e nesse momento foi criada a corrupção.
Comprou a solidariedade e a generosidade, estava criada - assim - a indiferença.
Comprou a justiça e suas leis, fazendo nascer na mesma hora e impunidade.
Comprou o amor e os sentimentos, e surgiu a dor e o remorso.
O homem mais poderoso do mundo comprou todos os bens materiais que queria possuir e todos os valores que desejava dominar.
Até que um dia, já embriagado por tanto poder, resolveu comprar a si mesmo.
Apesar de todo o dinheiro, não conseguiu realizar seu intento.
Então, a partir desse momento, criou-se na consciência da Terra um único bem que nenhuma pessoa pode pôr preço: seu próprio valor.
Uma semana de muitos acontecimentos bons...E que em tudo que você realize sua consciência estejaem paz contigo e as suas esperanças renovadas.
Vergonhoso....

poema
Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo mas não chorei
Nem reclamei abrigoDo escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuroSenti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênuaQue vai ficando no caminho
Que é escuro e frio mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás
domingo, 15 de julho de 2007
sexta-feira, 13 de julho de 2007
quinta-feira, 12 de julho de 2007
liberdade
GUERRA !!!!!!! Quem é culpado ?
Povo ? Governo ? Religião ??
O que importa agora ?
Crianças sem pais ! Pais sem filhos ! Tristeza ! Revolta ! Dor !
Onde tudo isso vai chegar ?
Será que o poder , o egoísmo , a ganância são superiores ao direito da vida ?
Tenho certeza que , para a maioria não , então :
Vamos lutar pela PAZ . Qual arma devemos usar ?
O AMOR . Tente , você será um forte guerreiro.
domingo, 8 de julho de 2007
O importante é despertar a consciência, provocar reflexão e, principalmente, partir para a ação!
Pratique cidadania e participe!!!
sábado, 7 de julho de 2007
De coração para coração...
separadas por milhares de quilômetros
e outras separadas vivendo lado-a-lado.Muitas vezes nos importamos com o que acontece no mundo, nos sensibilizamos e pensamos até em fazer alguma coisa,
mas nos esquecemos do que se passa ao nosso lado, na nossa casa, na nossa família e mesmo na vizinhança. Colocamos, sem querer, barreiras entre os corações que nos cercam.A indiferença mata lentamente, anula qualquer sentimento; e assim criamos distâncias quando estamos tão próximos. As pessoas se habituam tanto àquelas que convivem com elas que elas passam a não notá-las mais, a não dar mais importância.Mas, se quisermos transformar o mundo, comecemos por transformar a nós mesmos. Se quisermos entrar em combates para melhorar algo para o futuro, que esse combate comece dentro da nossa própria casa.Precisamos olhar os que estão ao nosso lado sempre com olhos novos. Comunicar mais, destruir mais barreiras e construir mais pontes.
Precisamos nos dar de coração a coração.A melhor maneira de acabar com a indiferença
de uma pessoa em relação a nós é amá-la. O amor transforma tudo.Não permita que pessoas ao seu lado morram de solidão!
Não permita que elas sintam-se melhor fora de casa que dentro dela!
Dê atenção, dê do seu próprio tempo! Comunique-se! Assista menos televisão e converse mais. Riam juntos. Há quanto tempo você não diz para a pessoa que vive ao seu lado que gosta dela?A gente não recupera tempo perdido. Mas podemos decidir não perder mais. Vamos amar os corações que nos cercam e tentar alcançar novamente aqueles que se distanciaram. Há sempre tempo para se amar. E se não houvesse, o próprio amor seria capaz de inventar.
A educação e o subdesenvolvimento rural:
Ensinar o exótico ou o ÚTIL e APLICÁVEL?
Polan Lacki
Nos países da América Latina, as escolas fundamentais rurais (do primeiro ao oitavo ou nono ano ) continuam ensinando aos seus alunos a história dos faraós e das pirâmides do Egito, a altura do Everest, os impérios Romano e Bizantino, o Renascimento, a história de Luis XIV, XV e XVI e de Napoleão Bonaparte, o sistema nervoso dos anfíbios, a reprodução das briófitas e pteridófitas e, algumas delas, até o "esquema de funcionamento dos pés ambulacrários dos equinodermos".
Enquanto entediam as crianças rurais com esses conhecimentos, absolutamente irrelevantes para as suas necessidades de vida e de trabalho no campo, perdem uma extraordinária e irrecuperável oportunidade: a oportunidade de ampliar e aprofundar o ensino de conteúdos muito mais úteis e de aplicação mais imediata na correção das ineficiências causadoras do subdesenvolvimento rural, como por exemplo: o que as famílias rurais poderiam fazer para obter uma produção agropecuária mais abundante, mais diversificada, mais eficiente e mais rentável; quais medidas de higiene, profilaxia e alimentação elas deveriam adotar para evitar as enfermidades que ocorrem com maior freqüência no meio rural; o que deveriam fazer para prevenir as intoxicações com pesticidas e os acidentes rurais e como aplicar os primeiros socorros, quando eles não puderem ser evitados; como produzir e utilizar hortaliças, frutas e plantas medicinais; como organizar a comunidade para solucionar, em conjunto, aqueles problemas que não podem ou não devem ser resolvidos individualmente, como, por exemplo, a comercialização e os investimentos de alto custo e baixa freqüência de uso, etc.
Educar para o acúmulo de conhecimentos ou para a auto-realização?
Também perdem a oportunidade de outorgar-lhes uma melhor formação "valórica", pois deveriam ensinar-lhes os princípios, as atitudes e os comportamentos necessários para melhorar o seu desempenho na vida familiar e comunitária, como, por exemplo: formá-los para que tenham mais iniciativa e espírito empreendedor a fim de tornarem-se menos dependentes de ajudas paternalistas; educá-los para que pratiquem a honestidade, a solidariedade, a responsabilidade e a disciplina; para que tenham consciência dos seus direitos, mas especialmente dos seus deveres; para que possuam uma ambição sadia e um forte desejo de superação, porém conscientes de que deverão concretizar estas aspirações através da perseverança e da eficiência na execução do trabalho. Essas escolas não estão cumprindo a sua função de desenvolver as potencialidades latentes das crianças rurais, de abrir-lhes novas oportunidades de auto-realização nem de formar cidadãos que, graças à sua própria vontade e competência, sejam capazes de protagonizar o auto-desenvolvimento pessoal, familiar e comunitário.
Rio Nilo ou o rio da comunidade rural?
As escolas fundamentais rurais seriam muito mais úteis se, antes de ensinarem a história da Europa ou a geografia da Ásia, ensinassem aos seus alunos a história e a geografia das suas comunidades. Se, em vez de distrair as atenções dos educandos com as girafas e elefantes da África, lhes ensinassem como criar, com maior eficiência, os animais existentes nas suas propriedades, com a finalidade de melhorar o auto-abastecimento e a renda familiar; tais escolas seriam mais úteis se lhes ensinassem como evitar as pragas da agricultura e da pecuária, como identificar e eliminar as plantas que intoxicam os seus animais e os insetos que transmitem as enfermidades. Ao invés de fazê-las memorizar a extensão do Rio Nilo, seria mais útil ensinar-lhes como e por que deveriam evitar a poluição de um outro rio: o rio da sua comunidade.
Jardins Suspensos da Babilônia ou hortas caseiras?
Antes de abordar os Jardins Suspensos da Babilônia, seria conveniente ensinar-lhes como e por que deveriam implantar hortas e pomares diversificados nas suas propriedades e como adotar medidas de conservação do solo para que continue produzindo com altos rendimentos. Em vez de ensinar sobre os heróis das guerras dos outros continentes, deveriam ensinar-lhes sobre os "heróis" das suas próprias comunidades; sobre aqueles "heróis" que outorgaram uma educação exemplar aos seus filhos, que tiveram uma destacada participação na solução dos problemas da comunidade e que progrediram graças à sua dedicação ao trabalho bem executado e à eficiência no uso adequado dos escassos recursos disponíveis. Essas escolas deveriam mostrar aos seus alunos os bons exemplos daqueles "heróis" da comunidade ou do município que não roubaram, que não enganaram os seus vizinhos, que não possuem vícios, que não praticam violências, que não são egoístas, etc.
Se a escola é rural deverá "agriculturalizar-se" e "ruralizar-se"
Em outras palavras, é necessário "agriculturalizar", "ruralizar" e tornar mais realistas, mais instrumentais e mais pragmáticos os conteúdos educativos dessas escolas; também é necessário eliminar dos seus sobrecarregados currículos os conteúdos excessivamente teóricos, abstratos e com baixa probabilidade de serem utilizados na vida e no trabalho rural. Em seu lugar, deveriam ser incluídos ou ampliados conteúdos mais práticos, utilitários e aplicáveis pelos educandos na solução dos problemas mais freqüentes que eles enfrentam e continuarão enfrentando na vida cotidiana das suas propriedades, e também dos seus lares, das suas comunidades e dos mercados rurais.
Na Página Web http://www.polanlacki.com.br está demonstrada a viabilidade e facilidade de promover esta adequação curricular, através das secretarias municipais de Educação, sem necessidade de submetê-la previamente às antigas e complexas burocracias do ministério nacional ou das secretarias estaduais de Educação. Nesta página web os interessados encontrarão, entre outros, os seguintes textos que abordam esse tema: i)-A escola rural deve formar solucionadores de problemas; ii)-Os agricultores necessitam de um sistema educacional que ajude a solucionar os seus problemas; e iii)-Buscando soluções para a crise da agricultura: no guichê do banco ou no banco da escola? Estes documentos também poderão ser obtidos gratuitamente solicitando-os através dos seguintes E-Mails: Polan.Lacki@uol.com.br e Polan.Lacki@onda.com.br
ACONTECEU NUM TRIBUNAL
Advogado : Doutor, quantas autópsias o senhor já realizou em pessoas mortas?Testemunha: Todas as autópsias que fiz foram em pessoas mortas... quando são vivas chama-se BIÓPSIA!
Advogado : Doutor, o senhor se lembra da hora em que começou a examinar o corpo da vitima?
Testemunha: Sim, a autópsia começou às 20:30h.
Advogado : E o Sr. Décio já estava morto na hora?
Testemunha: Não... Ele estava sentado na maca, se perguntando porque eu estava fazendo aquela autópsia nele.
Advogado: Vou reformular...
Advogado : Doutor, antes de fazer a autópsia, o senhor checou o pulso da vítima?
Testemunha: Não.
Advogado : O senhor checou a pressão arterial?
Testemunha: Não.
Advogado : O senhor checou a respiração?
Testemunha: Não.
Advogado : Então, é possível que a vítima estivesse viva quando a autópsia começou?
Testemunha: Não.
Advogado : Como o senhor pode ter essa certeza?
Testemunha: Porque o cérebro do paciente estava num jarro sobre a mesa.
Advogado : Mas ele poderia estar vivo mesmo assim?
Testemunha: Sim, é possível que ele estivesse vivo e cursando Direito em algum lugar!!!
JUIZ:- Vamos entrar em recesso por 24 horas.
Procura-se beijos que satisfaçam!
RIFA-SE UM CORAÇÃO

Clarice Lispector
Um coração idealista.
Um coração como poucos,
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste em pregar
peças em seu usuário.
Rifa-se um coração que na verdade está
um pouco usado,
meio calejado, muito machucado,
e que teima em cultivar sonhos e alimentar ilusões.
Um pouco inconseqüente e que nunca desiste
de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração que acha que
Tim Maia estava certo quando escreveu e
tão bem cantou...
"...NÃO QUERO DINHEIRO, QUERO AMOR SINCERO, É ISSO QUE EU ESPERO..."
Um idealista, um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende,
que não endurece e mantém sempre viva a
esperança de ser feliz,
sendo simples e natural.
Um coração insensato,
que comanda o racional sendo louco
o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando relações
e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer
sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra que briga, se expõe
Perde o juízo por completo em nome
de causas e paixões.
Sai do sério e as vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este mesmo coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional que
abre sorrisos tão largos
que quase dá para engolir as orelhas,
mas que também arranca lagrimas e faz
murchar meu rosto.
Um coração para ser alugado ou mesmo utilizado
por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado, apenas indicado para quem
quer viver intensamente,
contra indicado para os que apenas pretendem
passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente que se mostra
sem armaduras e deixa louco seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer a São Pedro:
-"O Senhor pode conferir, eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi
este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e,
se recusa a envelhecer."
" Rifa-se um coração,
ou mesmo troca-se por outro que tenha um
pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser
que o abriga tão carinhosamente.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que
ainda não foi adotado,
provavelmente, por ainda se recusar a cultivar
ares selvagens ou racionais,
por não querer perder seu estilo e sua
verdadeira identidade.
Oferece-se um coração vadio, sem raça,
sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos,
que mesmo estando no mercado,
faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence seu usuário
a publicar seus segredos
e a ter a petulância de se aventurar como poeta.
VIVER COM

Uma vida simples, com prazeres singelos. Parece atraente? Para alguns, a poesia da vida simples é uma aspiração.
Não são muitos, mas aumenta a cada dia os que buscam um estilo de vida mais despojado.
Enquanto a grande massa se mostra adepta dos benefícios oferecidos pelas cidades, aos poucos o homem se mostra cada vez mais cansado da rotina urbana, enlouquecedora.
Poluição, engarrafamentos, ruídos. A floresta de edifícios a se perder no horizonte, escondendo céu e sol.
Tudo isso contribui para os estresses e angústias do homem contemporâneo.
Quando jovem, é natural que as pessoas desejem os desafios e facilidades das cidades, que oferecem objetos de desejo a cada esquina.
São as maravilhas da tecnologia, os bares da moda, as roupas de grife, os belos escritórios, as carreiras.
Tudo isso exerce tremendo fascínio. Mas, aos poucos, é possível observar que esse modelo está se esvaziando. Um certo cansaço começa a ser notado.
Uma expressão vem ganhando espaço: qualidade de vida. São cada vez mais numerosos os que desejam voltar aos ideais de uma vida simples, uma casa no campo, um contato mais estreito com a natureza.
Querem respirar ar puro, ver um pôr-do-sol dourado, passar noites de tranqüilidade em uma rede preguiçosa, manter conversas de fim da tarde.
A sensação que se tem é que a Humanidade, afinal, começa a perceber que a vida é muito mais do que prazeres passageiros.
As razões para o esgotamento do modo de vida urbano são o consumismo desenfreado e a sensação de estar numa corrida permanente.
No trabalho, o desafio é a competitividade, que atropela o ser humano e o consome, transformando-o em peça de uma fria engrenagem.
É um processo perverso, que suga as energias, estimula ciúmes e transforma em inimigos os que deveriam trabalhar em harmonia.
E uma pergunta costuma ser feita por quem está nessa roda-viva: Dá para viver com simplicidade nas grandes cidades?
É possível conciliar as exigências de uma carreira, da vida social e da família com uma rotina mais amena?
A resposta é... Sim! É possível conciliar tudo isso. Não é tarefa muito fácil, mas pode ser realizada.
Isso porque a simplicidade não é feita de demonstrações exteriores. Ela é um estado de espírito.
Não precisamos nos vestir de trapos, nem abrir mão de uma vida normal para ser pessoas simples.
A simplicidade está em viver a vida sem exigências descabidas. Quem opta pela simplicidade, descomplica o dia-a-dia.
Muitas vezes nos perdemos em detalhes completamente desnecessários. E, com isso, tornamos insuportável a nossa vida e a dos outros.
Observe com atenção e você perceberá: fazemos exigências demais por causa de coisas mínimas, das quais nem nos lembramos depois de algum tempo.
Por isso, a opção de viver com simplicidade é, antes de tudo, um jeito de agradecer a Deus pelo que recebemos.
Simplicidade é ter sonhos. Mas, se eles não se realizam por alguma razão, ainda assim a vida não perde a graça. Ou seja, apesar das tempestades, o contentamento permanece inabalável.
Quer ser feliz? Seja simples. Experimente o prazer das coisas que estão ao seu redor!
Olhe para o céu, veja as nuvens tingidas de ouro no infinito azul.
Ouça o som das risadas espontâneas, sinta o frescor de um copo de água, o sabor de uma fruta, a serenidade de uma noite bem dormida.
Veja a beleza de livros e canções. Quem disse que não há prazer nas coisas pequeninas que Deus pôs ao nosso alcance?
quarta-feira, 4 de julho de 2007
sábado, 30 de junho de 2007
Somos Pelos Animais

http://www.pelosanimais.org.pt/recursos/free_me.html
"Eu abomino a vivissecção. Devia pelo menos ser restringida. Melhor, devia ser abolida. Eu não conheço qualquer avanço através da vivissecção, nenhuma descoberta cientifica, que não pudesse ter sido obtida sem tamanha barbárie e violência. Toda a ideia é perversa."
Charles Mayo
http://www.eceae.org/saveprimates/pr/background.html
http://www.pelosanimais.org.pt/
sexta-feira, 29 de junho de 2007
Amor verdadeiro nasce entre almas gêmeas ou opostos?

É claro que todo mundo entra em um relacionamento com a vontade de dar certo e de fazer o possível pelo seu êxito. Mas o verdadeiro amor surge entre almas gêmeas ou pela atração de opostos?
Monica Buonfiglio, autora do livro Almas Gêmeas, explica que o quesito básico para saber se você já encontrou a sua cara-metade é perceber se há uma grande afinidade entre o casal, além de admiração mútua.
"Os opostos se atraem só durante a paixão, no momento da cama. Já para o amor, aquele de todo dia, eles não têm futuro", acredita Monica. Para ela, a afinidade de alma gêmea não é despertada pelo sexo, mas sim pela cumplicidade.
Já a terapeuta de casais Eliete de Medeiros considera almas gêmeas aquelas pessoas que se completam. "Elas não precisam ser necessariamente iguais, podem ser parecidas, mas flexíveis uma com a outra", afirma Eliete.
Porém, para a mulher que pensa e age de forma semelhante a do parceiro, há sempre o medo de o relacionamento cair na rotina. A terapeuta de casais dá a solução. "O casal tem de usar a criatividade e inovar a relação com surpresas. O homem pode, por exemplo, comprar uma lingerie para mulher e levá-la ao motel no meio da semana e a mulher pode receber o marido depois do trabalho com um jantar romântico em casa", aconselha.
Entretanto, há casais que são pura atrações de opostos. E, segundo Eliete, a relação entre pessoas de gênios e gostos muito diferentes pode ser duradoura e feliz. "O importante é saber ser flexível e ceder no relacionamento. Quando o casal se ama, um quer agradar ao outro", diz. A relação só não terá futuro caso um ache que tem sempre a razão. "Se uma das partes quer ganhar sempre, aí digo que não é uma relação amorosa e sim uma 'relação de negócios'", completa a terapeuta.
A solução para apaziguar os conflitos é respeitar e aceitar o jeito do parceiro, pois só assim ambos poderão entrar em sintonia e desfrutar da "onda amorosa".
O psicoterapeuta Geraldo Possendoro, professor da especialização de Medicina Comportamental da Unifesp, acredita que as pessoas se relacionam orientadas pelo aprendizado de tentativas e erros de experiências anteriores, ou seja, se alguém namorou uma pessoa ciumenta, é provável que da próxima vez ela não queira outro parceiro com o mesmo tipo de comportamento. "O ideal é que em uma relação haja as minhas coisas, as coisas dele e as nossas coisas para que a situação não se torne asfixiante", afirma.
Romances bem sucedidos
A podóloga Gisele Cristina da Silva, 26 anos, é casada há dois anos e meio com o gerente de compras Wald Bernardino da Silva, 27 anos. Os dois têm as personalidades parecidas e gostos semelhantes. Porém, algumas pequeninas divergências apimentam o relacionamento. "Torcemos para times diferentes e a gente brinca um com o outro por causa disso. Em relação à música, eu brigo com ele quando coloca alto no rádio black ou rap, porque eu não gosto", diz. Apesar disso, o casal é a prova de almas gêmeas. "Para não cairmos na rotina a gente saía e viajava. Agora paramos um pouco por causa da nossa filhinha Isabelle, de um ano".
Já a comissária Fabiana Maçoni Barros Paulo, 29 anos, é o posto do marido Amauri Oliveira Paulo, 29 anos. "Ele é quieto e ponderado; parece um "Buda". Eu sou mais explosiva e faladeira, não penso muito para fazer as coisas". Eles estão juntos há seis anos, graças ao respeito que um tem em relação ao outro. "Um ou outro deixa pra lá, porque sabe que não adianta brigar por qualquer coisa", diz Fabiana.
A HISTÓRIA DE MIL E UMA NOITES:

Há muitos séculos atrás no antigo Oriente, Sherazade, uma jovem de beleza e inteligência extraordinárias enfrentaria o poder do grande Sultão Shariman e conquistaria seu coração. Ela criaria uma das mais belas histórias de amor:
No início de nossa história, Shariman é o poderoso Sultão que reinava absoluto no Oriente. Possuía um belo palácio em Bagdá e seu irmão chamado Shazaman dominava a China.
Um dia, Shazaman enviou um mensageiro a Bagdá convidando Shariman para uma visita. Shariman que gostava de viajar e estava com saudade do irmão, prontamente aceitou.
Estava ele no meio do caminho, quando lembrou-se que deixara no palácio o presente que daria ao seu irmão. Retornou inesperadamente ao palácio e pode ver um dos súditos entrando no quarto de sua esposa. Enfurecido, Shariman apanhou a espada, e rasgando o véu que guardava a entrada do quarto dela surpreendeu os dois abraçados. Ordenou aos guardas que levassem o traidor para prisão e expulsou a rainha de Bagdá para sempre.
ShaShariman decidiu que não confiaria mais em nenhuma mulher. Para evitar traições, ele se casaria com uma jovem a cada noite. No dia seguinte, ao nascer do sol, ela iria embora do reino e não poderia mais voltar. Shariman encarregava o nobre Mustafá, seu Vizir, de escolher suas esposas. Várias jovens foram levadas, as famílias não podiam negar nada ao Sultão. Muitas porém fugia, para escapar do cruel destino. Chegou um dia que Mustafá não encontrou donzela para casar com o Sultão e voltou preocupado para casa.
O Vizir tinha duas lindas filhas: Sherazade e Denizade. Sherazade era mais velha, além de bela, era instruída nas artes e nas ciências. Havia ali do muitos livros e todas as tardes visitava a praça dos contadores de histórias: um lugar onde várias ten contarem suas aventuras e descobertas.
Vendo seu pai infeliz perguntou o motivo de tanta tristeza. Quando o Vizir contou-lhe Sherazade disse:
- Pai, leve-me ao Sultão; serei sua esposa e terminarei com essa tragédia.
No dia seguinte Sherazade e seu pai foram ao encontro de Shariman. O sultão ficou admirado de sua beleza e casou-se com ela.
Quando chegou o momento esperado Sherazade olhou para o Sultão e falou:
- Deixe-me alegrar seu coração. Meu Senhor! Permite que lhe conte uma história?
Curioso, Shariman aceitou.
Sherazade com sua voz melodiosa começou a contar histórias de aventuras de reis, de viagens fantásticas de heróis e de mistérios. Contava uma história após a outra, deixando o Sultão maravilhado.
Sem que Sheramin percebesse, as horas passaram e o sol nasceu. Sherazade interrompeu uma história na melhor parte e disse:
- Já é de manhã, meu senhor!
O rei interessado na história, deixou Sherazader no palácio para mais uma noite.
E assim Sherazade fez o mesmo naquela noite, contou-lhe mais histórias e deixou a última por terminar. Sempre alegre, ora contava um drama, ora contava uma aventura, às vezes um enigma, em outras uma história real.
Procurava sempre a tenda dos contadores em busca de histórias para nunca repetir nenhuma. Todas as noites Sherazade tinha uma história nova para contar ao Sultão. Ela agiu dessa maneira por mil e uma noites seguidas.
A jovem teve tanta dedicação e foi tão carinhosa, que acabou conquistando o coração do Sultão. Na milésima Segunda noite Shariman declarou:
- Não saberia viver sem suas histórias e seu amor, Sherazade,
Shrerazade sorriu e abraçou seu esposo. Sherazade E Shariman foram felizes por muitos e muitos anos.
Reflexões
-- Madre Tereza de Calcutá
O dia mais belo? Hoje
A coisa mais fácil? Errar O maior obstáculo? O medo
O maior erro? Abandono
A raiz de todos os males? O egoísmo
A distração mais bela? O trabalho
A pior derrota? O desânimo
Os melhores professores? As crianças
A primeira necessidade? Comunicar-se
O que mais lhe faz feliz? Ser útil aos demais
O maior mistério? A morte
O pior defeito? O mau humor
A pessoa mais perigosa? A mentirosa
O sentimento mais ruim? O rancor
O presente mais belo? O perdão
O mais imprescindível? O lar
A rota mais rápida? O caminho certo
A sensação mais agradável? A paz interior
A proteção efetiva? O sorriso
O melhor remédio? O Otimismo
A maior satisfação? O dever cumprido
A força mais potente do mundo? A fé
As pessoas mais necessárias? Os pais
A mais bela de todas as coisas? O amor
EM FAVOR DE VOCÊ MESMO
Ajude sem exigência para que outros o auxiliem, sem reclamações.
Não encare o vizinho no seu modo de pensar; dê ao companheiro oportunidade de conceber a vida tão livremente quanto você.
Guarde cuidado no modo de exprimir-se; em várias ocasiões,as maneiras dizem mais que as palavras
Refira-se a você o menos possível; colabore fraternalmente
nas alegrias do próximo. Evite a verbosidade avassalante; quem conversa sem intermitências, cansa ao que ouve.
Deixe ao irmão a autoria das boas idéias e não se preocupe
se for esquecido, convicto de que as iniciativas elevadas não pertencem efetivamente a você, de vez que todo bem procede originariamente de Deus. Interprete o adversário como portador de equilíbrio; se precisamos de amigos que nos estimulem, necessitamos igualmente de alguém que indique os nossos erros.
Discuta com serenidade; o opositor tem direitos iguais aos seus.
Se você considerar excessivamente as críticas do inferior,suporte sem mágoa as injunções do plano a que se precipitou.
Seja útil em qualquer lugar, mas não guarde a pretensão deagradar a todos; não intente o que o próprio Cristo ainda não conseguiu. Defrontado pelo erro, corrija-o primeiramente em você, e,em seguida, nos outros, sem violência e sem odio.
Se a perfídia cruzar seu caminho, recuse-lhe a honra da indignação; examine-a, com um sorriso silencioso, estude-lhe o processo calmamente e, logo após, transforme-a em material digno da vida. Ampare fraternalmente o invejoso; o despeito é indisfarçável homenagem ao mérito e, pagando semelhante tributo, o homem comum atormenta-se e sofre.
Habitue-se à serenidade e à fortaleza, nos círculos da luta humana.
SANTA ÁGUA
Água da chuva que fertiliza o solo,
Água do mar que gera a vida,
Água do rio que sustenta a cidade,
Água da fonte que mitiga a sede,
Água do orvalho que consola a secura,
Água da cachoeira que move a turbina,
Água do poço que alivia o deserto,
Água do banho que garante o equilíbrio,
Água do esgoto que assegura a higiene,
Água do lago que retrata as constelações,
Água que veicula o medicamento,
Água que é carícia, leite, seiva e pão,
nutrindo o homem e a natureza,
Água do suor que alimenta o trabalho,
Água das lágrimas que é purificação e glória do espírito...
Santa Água é a filha mais dócil da matéria tangível,
Alongando os braços líquidos para afagar o mundo...
Água que lava,
Água que fecunda,
Água que estende o progresso,
Água que corre,
simples,
como sangue do Globo!...
Água que recolhe os eflúvios dos anjos
Em benefício das criaturas...
Se a dor vos bate à porta,
Se a aflição vos domina,
Trazei Santa
Água ao vaso claro e limpo,
Orando junto dela...
E o rocio do Alto,
Em grânulos sutis,
Descerá das estrelas
A exaltar-lhe, sublime,
A beleza e a humildade...
E, sorvida por nós,Santa
Água conoscoSerá saúde e paz,
Alegria e conforto,
Bálsamo milagroso
De bondade e esperança,
A impelir-nos à frente,
Na viagem divina
Da Terra para o Céu...
O PAI NUNCA DESISTE
Havia um homem muito rico, possuía muitos bens,uma grande fazenda, muito gado e vários empregados.Tinha ele um único filho, que, ao contrário do pai,não gostava de trabalho nem de compromissos.O que ele mais gostava era de festas,estar com seus amigos e de ser bajulado por eles.Seu pai sempre o advertia que seus amigos só estavam ao seu lado enquanto ele tivesse o que lhes oferecer,depois o abandonariam. Os insistentes conselhos do pai lhe retiniam os ouvidos e logo se ausentava sem dar o mínimo de atenção.Um dia o velho pai,já avançado na idade,disse aos seus empregados para construírem um pequeno celeiro e dentro do celeiro ele mesmo fez uma forca, e junto a ela,uma placa com os dizeres:
" Para você nunca mais desprezar as palavras de seu pai ".
Mais tarde chamou o filho,o levou até o celeiro e disse:
- Meu filho,eu já estou velho e quando eu partir,você tomará conta de tudo o que é meu,e sei qual será o seu futuro.Você vai deixar a fazenda nas mãos dos empregados e irá gastar todo dinheiro com seus amigos,irá vender os animais e os bens para se sustentar,e quando não tiver mais dinheiro,seus amigos vão se afastar.E quando você não tiver mais nada,vai se arrepender amargamente de não ter me dado ouvidos.
É por isso que eu construí esta forca;
sim, ela é para você,e quero que me prometa que se acontecer o que eu disse,você se enforcará nela.O jovem riu, achou absurdo,mas, para não contrariar o pai,prometeu e pensou que jamais isso pudesse ocorrer.
O tempo passou,o pai morreu e seu filho tomou conta de tudo,mas assim como se havia previsto,o jovem gastou tudo, vendeu os bens,perdeu os amigos e a própria dignidade.
Desesperado e aflito,começou a refletir sobre a sua vida e viu que havia sido um tolo,lembrou-se do pai e começou a chorar e dizer:
- Ah, meu pai,se eu tivesse ouvido os teus conselhos,mas agora é tarde,é tarde demais. Pesaroso,o jovem levantou os olhos e longe avistou o pequeno celeiro,era a única coisa que lhe restava.
A passos lentos se dirigiu ate lá e,entrando,viu a forca e a placa empoeirada e disse:
- Eu nunca segui as palavras do meu pai,não pude alegrá-lo quando estava vivo,mas pelo menos esta vez vou fazer a vontade dele,vou cumprir minha promessa,não me resta mais nada.Então subiu nos degraus e colocou a cordano pescoço e disse:
- Ah! se eu tivesse uma nova chance ...E pulou,sentiu por um instante a corda apertar sua garganta,mas o braço da forca era oco e quebrou-se facilmente,o rapaz caiu no chão,e sobre ele caíram jóias,esmeraldas, pérolas, diamantes;
A forca estava cheia de pedras preciosas,e um bilhete que dizia:
- Essa é a sua nova chance.
Eu te Amo muito,
Seu Pai.













